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Putin e Trump devem se reunir para discutir guerra na Ucrânia

Putin e Trump preparam encontro para negociar cessar-fogo na guerra da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem se reunir nos próximos dias, segundo afirmou nesta quinta-feira (7) o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov. Esta será a primeira reunião entre líderes das duas potências em mais de quatro anos.

De acordo com Ushakov, o encontro foi solicitado pelo governo americano, e os dois lados já iniciaram os preparativos formais. A data ainda não foi divulgada, mas a expectativa é de que a reunião ocorra na próxima semana. O local do encontro também já foi definido, mas permanece em sigilo.

“O acordo para uma reunião bilateral no mais alto nível foi basicamente alcançado. Estamos agora nos preparando concretamente com nossos colegas americanos”, afirmou Ushakov, segundo a agência estatal RIA Novosti.

Guerra na Ucrânia será tema central da conversa

O principal objetivo da reunião será discutir um possível cessar-fogo na guerra da Ucrânia, que já dura mais de três anos e segue sem uma solução diplomática efetiva. Há expectativa de que o encontro possa abrir caminho para um avanço real nas negociações pela paz.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou nesta quinta-feira que a Europa deve participar diretamente das conversas sobre o cessar-fogo, afirmando que “os parâmetros para encerrar esta guerra irão moldar o cenário de segurança europeu pelas próximas décadas”.

Zelensky também disse que ainda não houve uma sinalização clara da parte russa sobre estar pronta para um acordo.

Trump busca encerrar conflito, mas mantém pressão sobre Moscou

Desde que reassumiu a presidência dos EUA em janeiro, Trump tem alternado discursos entre acenos diplomáticos e ameaças à Rússia. Na quarta-feira (6), ele confirmou que sanções econômicas contra Moscou e seus parceiros comerciais entrarão em vigor a partir desta sexta-feira (8).

Mesmo com essa postura firme, Trump vem tentando reatar laços com Putin e demonstrou intenção de encerrar a guerra. Ele afirmou em sua rede Truth Social que a reunião com Putin é um passo importante para a paz.

Encontro com Zelensky também está nos planos

Fontes da mídia americana, como o jornal The New York Times, afirmam que Trump planeja realizar uma reunião trilateral após se encontrar com Putin, envolvendo também o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O Kremlin, no entanto, não confirmou essa possibilidade.

Zelensky busca um encontro direto com Putin há semanas, mas a Rússia tem insistido que isso só ocorrerá quando as negociações estiverem em estágio mais avançado. Até o momento, os dois líderes nunca conversaram pessoalmente desde o início do conflito, há cerca de três anos e meio.

Conflito segue sem consenso

No último encontro entre delegações russas e ucranianas, as diferenças continuaram profundas. A Rússia exige a anexação de cerca de 20% do território ucraniano, além de outras concessões consideradas inaceitáveis pela Ucrânia e pela União Europeia.

Não se sabe até que ponto a pressão mais recente de Trump pode mudar essa postura. A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente sobre o encontro anunciado pelo Kremlin.

Reunião entre Putin e enviado dos EUA é classificada como “produtiva”

Antes do encontro direto com Trump, Vladimir Putin se reuniu com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, na quarta-feira (6). A conversa foi considerada “altamente produtiva” por Trump e “útil e construtiva” pelo governo russo.

“Meu enviado especial, Steve Witkoff, teve uma reunião altamente produtiva com o presidente Putin. Grandes avanços foram alcançados! Atualizei nossos aliados europeus e todos concordam que esta guerra precisa chegar ao fim”, escreveu Trump em sua rede social.

Pressão de Trump por fim imediato à guerra

A reunião entre Putin e Witkoff aconteceu dois dias antes do prazo estabelecido por Trump para que a Rússia encerre a guerra na Ucrânia. Caso isso não ocorra, o presidente americano prometeu impor tarifas de até 100% sobre produtos russos e seus aliados comerciais.

O mundo agora aguarda os próximos passos desse encontro de alto nível, que pode mudar o rumo do conflito mais prolongado da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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