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Zelensky Rejeita Pressão de Trump e Afirma: Ucrânia Não Vai Ceder Territórios à Rússia

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Zelensky Reafirma que Ucrânia Não Cederá Territórios à Rússia Antes de Reunião com Trump

Às vésperas de um novo encontro com Donald Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reforçou que o país não pretende abrir mão de nenhuma parte de seu território para encerrar a guerra contra a Rússia.

Em uma publicação feita na rede X no domingo (17), Zelensky destacou que “os ucranianos estão lutando por sua terra e por sua independência”, rejeitando, de forma indireta, a possibilidade de negociação envolvendo a Crimeia ou o Leste do país.

A declaração veio após Trump voltar a defender um acordo que incluiria a permanência da Crimeia sob domínio russo e a exclusão da Ucrânia do processo de adesão à Otan — pontos considerados inaceitáveis por Kiev. O ex-presidente americano afirmou que Zelensky “pode acabar com a guerra quase imediatamente, se quiser, ou continuar lutando”.

Sem citar Trump diretamente, Zelensky respondeu:

“Todos nós compartilhamos o desejo de encerrar a guerra de forma rápida e confiável. Mas a paz deve ser duradoura. Não como em 2014, quando a Ucrânia foi obrigada a ceder a Crimeia e parte de Donbas, e Putin usou isso como trampolim para novos ataques. A Crimeia não deveria ter sido cedida, assim como Kyiv, Odesa ou Kharkiv não foram em 2022. Nós lutamos por nossa terra e por nossa independência.”

O governo ucraniano mantém a posição de que não aceitará renunciar a territórios nem desistir da integração à Otan, mesmo diante da pressão internacional.

O Que Está em Jogo

Segundo informações da Reuters e do The New York Times, a Rússia estaria aberta a retirar suas tropas de cerca de 20% do território ucraniano atualmente ocupado, desde que Kiev reconheça Donetsk e Lugansk como parte da Federação Russa. A proposta teria sido levada por Trump a Zelensky em conversas recentes.

Moscou também insiste que a Crimeia — anexada em 2014 após um referendo não reconhecido pela comunidade internacional — seja oficialmente considerada território russo. Além disso, o Kremlin exige garantias de que a Ucrânia não ingressará na Otan.

De acordo com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, Putin teria sinalizado disposição para discutir mecanismos de segurança semelhantes aos da aliança militar, mas sem detalhar termos concretos.

Reunião em Washington

Nesta segunda-feira (18), Zelensky e Trump têm encontro marcado na Casa Branca. De acordo com a agenda oficial, os dois se reunirão a sós às 13h15 (14h15, em Brasília) no Salão Oval.

Em seguida, participarão de uma reunião ampliada, às 15h (16h, em Brasília), com sete líderes europeus: Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido), Friedrich Merz (Alemanha), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Mark Rutte (Otan), Giorgia Meloni (Itália) e Alexander Stubb (Finlândia).

Será o segundo encontro entre Trump e Zelensky desde o início da guerra. O primeiro, realizado em fevereiro, terminou de forma tensa após críticas duras do republicano ao presidente ucraniano.

Segundo fontes diplomáticas, Trump pretende apresentar formalmente a proposta discutida com Vladimir Putin em Anchorage, que prevê congelar as atuais linhas de frente em troca do reconhecimento internacional da anexação da Crimeia e de parte do Donbas e de Zaporizhzhia.

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